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Polícia poderá voltar a ser violenta em protestos de hoje e comandante sugere benção de Pimentel

Belo Horizonte poderá ver mais uma ação violenta da Polícia Militar nesta sexta-feira, durante protestos pela redução da tarifa no transporte público da capital. O governador teria dado sua benção.

Reprodução Internet / Reprodução O Tempo

Reprodução Internet / Reprodução O Tempo

Em entrevista para o jornal ‘O Tempo’ (leia), o Comandante do Batalhão de Choque, Gianfranco Caiafa, afirmou que a ação da polícia na dispersão dos manifestantes na última quarta-feira estava dentro do protocolo.

Além de afirmar que foi atingido por uma pedra antes de dar a ordem para que os militares usassem a força contra civis, também afirmou que estes “gostam de se fazer de vítima”.

Quando questionado pelo jornal se o Batalhão de Choque não era “treinado para aguenta provocações”, o comandante não respondeu a pergunta, mas disse que as mães dos policiais estavam sendo xingadas e que “não tem como você fazer a liberação daquele espaço sem usar a força”.

Benção do governador

A autorização do governador Pimentel (PT) para o uso da força também ficou implícita na entrevista. “Na Copa das Confederações, em 2013, a Polícia Militar foi cobrada por não agir contra os vândalos que depredaram bancos e concessionárias porque o governador (Antonio Anastasia, na época) havia dado ordem de não usar a força. Enquanto eu for comandante do Batalhão de Choque e receber a ordem, eu vou usar a força, sim.”

Esta declaração é corroborada por uma entrevista dada pelo próprio Pimentel ao jornal ‘Estado de Minas’ (leia). Ao EM, o governador disse: “O direito de manifestação é democrático. Mas se (a polícia) é agredida, lamento muito, não há outra saída. Precisa reagir.”